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Pneus podem virar casas

De uns anos para cá, o mundo ganhou uma consciência ambiental nunca vista. Reciclar, reutilizar e reaproveitar são conceitos fundamentais, mas nem sempre é fácil. Diante disso, o Brasil tem um desafio ambiental. O que fazer com os cerca de 40 milhões de pneus que são abandonados todo ano? Há experiências bem sucedidas, como a transformação da borracha em asfalto, sapatos e roupas, mas ainda é pouco.

Uma nova técnica promete a reutilização de vários materiais na construção de casas mais baratas, seguras e ecologicamente corretas. São casas, caixas d’água, colunas para construção que usam material que iria para o lixo e principalmente pneus velhos.

Para reutilizar os pneus na construção é preciso separar a borracha do aço, partes importantes para montar o alicerce, o início de qualquer projeto. Junto com treliças de ferro podem ser usados pneus de trator e de caminhonete, que são fixados ao solo com uma estrutura de aço e tiras de borracha, formando bobinas. Para preencher os espaços vazios é usada uma mistura de cimento e lixo: vidro, plástico, papelão e entulho de obra, que normalmente também termina nos lixões. Em uma betoneira, todo material vira uma massa ecologicamente correta, que é moldada em formas de metal.

Economia e segurança

O laboratório da Pontifícia Universidade Católica de Goiás está avaliando essa nova técnica e a resistência é comparável à do concreto tradicional. E tem uma vantagem. A casa construída com esse material reciclado fica 40% mais barata do que uma casa convencional. Testes de acústica e de calor também estão sendo avaliados, mas tudo indica que a casa é muito confortável para quem vai morar nela.

Com essa nova técnica a construção civil poderá reverter sua fama de gastar e desperdiçar muito material, energia, água e areia. E contribuir para a preservação do nosso planeta.

 

Pneus são utilizados na construção de hotel ecológico, em Goiatuba (GO) 

Há 11 anos, um empresário de Goiatuba, a 175 km de Goiânia, vem realizando construções sustentáveis no município. Dono de uma recapadora de pneus, José Neto Medeiros resolveu dar um destino diferente para os resíduos de borracha. Ele construiu um hotel ecológico de 800 m² utilizando cerca de 25 mil unidades do produto.

“O objetivo é dar destino ao lixo que a minha empresa de recapagem de pneus gera. Não existe nenhum material na construção civil com tanta tecnologia quanto o pneu. Por isso, podemos aproveitar o máximo dele”, declara o empresário.

Além dos tijolos de pneu, a construção do hotel utilizou resíduos de vários produtos. No alicerce, na cobertura do telhado e no piso da varanda, foram usados pneus de caminhão. Já no forro, foi utilizada a banda de rodagem. Nos canteiros do jardim, a borracha serviu como base na decoração. Até a fossa séptica do imóvel está sendo construída de forma sustentável, usando resíduo de calcário em vez areia.

O empresário José Neto Medeiros já está desenvolvendo também uma nova edificação. Ele acredita que o local poderá ser utilizado como uma escola ou um posto de saúde.

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/07/pneus-sao-utilizados-na-construcao-de-hotel-ecologico-em-goiatuba-go.html

 

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Cidade Solar

 

A cidade de Ota, que fica na província de Gunma, no Japão, localizada a 138 km de Tokyo, conta com uma população conforme o censo de 2010, de 219.804 habitantes.

Sua economia é basicamente industrial, com destaque para produção automobilística, maquinários e eletrônicos. É o berço da montadora automobilística Subaru, que ocupa o 8º lugar no ranking das montadoras de automóveis japoneses. A Subaru é uma subsidiária da FIP (Fuji Indústrias Pesadas), que além do setor automobilístico, concentra atividades no setor aeronáutico e de maquinário destinado ao processamento de arroz.

A Cidade Solar

 

Com o grande crescimento industrial da região, a cidade de Ota começa a se transformar de típica cidade interiorana para uma cidade moderna, industrial e tecnológica.

Diversos condomínios residenciais são erguidos para abrigar os novos moradores que vem para trabalhar em Ota. E as construtoras, pensando no grande impacto ambiental que as obras de modernização iriam causar à cidade, elaboraram projetos sustentáveis e principalmente,  investimentos em energias renováveis e graças a subsídios do governo, instalaram em várias residências, painéis solares para produzir energia elétrica. Atualmente, a cidade conta com mais de 1000 residências com painéis solares, tornando-se conhecida como “A cidade solar”.

 

A tecnologia utilizada são os painéis fotovoltaicos, que geralmente são confundidos com coletores solares térmicos, utilizados somente para o aquecimento de água. O sistema fotovoltaico é constituído por módulos conectados de forma a gerar a quantidade de energia necessária.

A energia gerada pelos painéis fotovoltaicos é, então, transformada para o padrão de energia utilizado nas residências, através de um equipamento eletrônico chamado inversor. O inversor permite que qualquer eletrodoméstico seja utilizado, tomando cuidado com chuveiros, condicionador de ar e ferros elétricos, que são grandes vilões no consumo de energia elétrica. O sistema é mais apropriado para lâmpadas eficientes, aparelhos de rádio e televisão, entre outros equipamentos de baixo consumo.

Economizando e vendendo sua energia!!!!

O sistema fotovoltaico utilizado em Ota, além de não agredir o meio ambiente, proporciona uma considerável redução na conta de energia elétrica, podendo ainda ser armazenada em baterias, para o uso em períodos durante os quais a energia convencional não está disponível.

A energia armazenada pode também ser vendida para as concessionárias de energia elétrica; isso ocorre geralmente durante o verão, quando as altas temperaturas atingem o arquipélago e a produção de energia supera o consumo, podendo assim render até US$ 50 por mês.

Veja o video abaixo;

 

Fonte:  http://www.coletivoverde.com.br

Como árvores viram tábuas

O corte dos troncos dá origem a peças como pranchas e tábuas. A partir delas também é possível obter outras peças menores.

Até chegar ao canteiro, a madeira passa por um processo que começa ao escolher como tirá-la da floresta e como será o ciclo de exploração. Ou seja, se uma área é explorada hoje, só voltará a ser cortada daqui a dez ou até 60 anos para que dê tempo da mata se recuperar.

Há técnicas de corte de árvore que consideram a direção da queda, a presença de árvores remanescentes e clareiras naturais, o que facilita a retirada da tora da floresta. A altura ideal do corte, por exemplo, é de 20 cm. Assim não sobra madeira aproveitável no toco.

A qualidade da madeira é influenciada pelos equipamentos. Se o maquinário da indústria for inadequado ou obsoleto, a eficiência de conversão das toras em madeira serrada será menor. Ou seja, a mesma árvore vai gerar menos madeira.

Estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no Pará, indica que apenas 36% do volume de uma tora é transformado em madeira serrada. Além disso, das 11 fábricas estudadas, a média de variação da espessura das tábuas produzidas foi de 4,3 mm. Ou seja, ao comprar uma tábua, a construtora corre o risco de receber um material menor que o especificado.

Processo de fabricação

A pesquisadora Maria José de Andrade Casimiro Miranda, responsável pelo Laboratório de Madeira e Produtos Derivados do Instituto

Apesar do tratamento contra insetos e fungos antes do processamento na indústria, a madeira incorporada à obra – como a desse deck – precisa receber tratamento preservativo, com manutenção periódica

de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), conta que após o corte a árvore é cortada em partes menores. Se a madeira for para uso temporário, como escoramento de lajes, por exemplo, não é preciso retirar nem a casca.

Em serrarias, as toras são transformadas em peças de formatos retangulares ou quadrangulares, de variadas dimensões (pranchas, pranchões, blocos, tábuas, caibros, vigas, vigotas, sarrafos, ripas e outros).

 

A madeira pode ser transformada em pranchas ou pranchões que possam, eventualmente, ser reprocessados para obter peças menores. Dessas toras é possível obter, por exemplo, vigas ou vigotas com formas retangulares, espessura maior que 40 mm, largura entre 110 mm e 200 mm e vários comprimentos.

As tábuas dão origem a quase todas as outras peças de madeira. Em geral, têm forma retangular e espessura entre 10 mm e 40 mm, largura superior a 100 mm e comprimento variável. Normalmente são geradas a partir das toras e das pranchas e podem ter múltiplas aplicações (caibros, ripas e sarrafos).

Produtos de madeira de maior valor, como forros, lambris, peças para assoalhos, batentes e portas, dependem de mais processamento, com usinagem das peças. Além disso, passam pela etapa da secagem, que minimiza a ocorrência de problemas, como empenamentos ou deformações.

 

Tratamento

A pesquisadora Gisleine Aparecida da Silva, do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do IPT, explica que as madeiras usadas na construção podem passar por diferentes tipos de tratamento:

» Pré-tratamento: superficial, protege a madeira recém-serrada contra fungos e insetos xilófagos apenas durante a secagem. As

A obtenção da maior quantidade possível de tábuas, sarrafos e ripas de madeira só é possível com o estudo de cada tora retirada das florestas

pranchas são mergulhadas em tanque com fungicidas e inseticidas e não protege a madeira quando em uso.

» Tratamento preservativo: usa produtos que protegem contra organismos xilófagos, prolongando sua vida útil. É feito de acordo com as condições de exposição. Peças com finalidade estrutural podem passar por tratamento sob pressão, realizado em autoclaves, onde a madeira é impregnada com fungicidas e inseticidas. Após o tratamento, as peças passam por máquinas que eliminam deformações, dando o acabamento desejado. Ao chegar à obra, a madeira é entregue sem proteção superficial e a pintura ou envernizamento definitivo é feito depois da instalação.

Ligações
As ligações são elementos fundamentais numa estrutura de madeira, pois os esforços são transmitidos por elas. Para dimensionamento e execução deve ser consultada a NBR 7190:1997 – Projeto de Estrutura de Madeiras, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além da escolha da espécie de madeira, com verificação do teor de umidade compatível com o local, é preciso controlar defeitos como rachaduras, nós, furos, apodrecimento, desalinhamentos, esmoados e fissuras de compressão. A precisão nos furos na disposição dos conectores contribui para melhorar a resistência e a durabilidade.

 

Arquitetura sustentável

Arquitetura Sustentável não é um estilo arquitetônico em si, mas uma série de princípios que permeia o projeto e a execução dos edifícios.

Aquela arquitetura Sustentável é a que oferece um ambiente de boa qualidade ao usuário, com uso otimizado da energia e redução do impacto ambiental, devendo ser um sistema em equilíbrio, que produza poucos dejetos na sua construção e durante seu uso.

Prédios que são referência na construção sustentável

Atualmente se apresenta em variadas linguagens, desde as mais simples às mais tecnológicas. Veremos alguns exemplos de prédios que é referência na construção sustentável.

Arquitetura Vernacular

Arquitetura Orgânica

Nautilus, do arquiteto Javier Senosiain

Arquitetura Racionalista

Arquitetura High-tech

Linguagem verde

Fonte: http://www.coletivoverde.com.br/

Dia do meio ambiente

O que nos fornece ar puro para respirar? Agua para beber? Alimentos para nutrir? Remédios que salvam vidas? E o mar para criaturas grandes e pequenas? A NATUREZA! Nós sempre podemos contar com ela, mas hoje ela que precisa da nossa ajuda.  Desde 1972 o programa  de Meio Ambiente das Nações Unidas trabalha para promover o uso inteligente dos bens naturais do nosso planeta. Hoje as florestas são refugio para 300 milhões de pessoas e 1.6 bilhões dependem delas. Devemos usá-las com precaução para um futuro sustentável através da sensibilização, podemos reverter a perda de um mundo sem floresta.  Com ajuda de todos podemos cumprir com o nosso papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e gerações futuras viverão sem riscos.

Cuidar é a melhor forma de preservar

Dia mundial do meio ambiente emprax

Preservar o planeta é preservar a vida

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